
Tombada pelo Patrimônio Histórico em 1958, Paraty conserva ainda hoje um dos mais harmoniosos conjuntos arquitetônicos do Brasil. O Centro Histórico, que abrange praticamente toda a cidade, oferece diversos locais abertos à visitação, como a antiga cadeia, o forte, museus, casas de artesanato e igrejas.

É muito prazeroso passear pelas ruas dos cerca de 30 quarteirões da cidade histórica de Paraty, repletos de construções dos séculos XVII e XIX. Lá ainda se mantém o calçamento original e não se permite a entrada de veículos. Devem ser conhecidas as igrejas de Santa Rita, de 1722, que fica de frente para o mar e abriga o Museu de Arte Sacra, a de N.S. do Rosário e S. Benedito, de 1725, e a Matriz de N.S. dos Remédios, de 1873. Os casarões e sobrados no estilo colonial brasileiro são, em geral, bem mantidos e abrigam pousadas, restaurantes e lojas de artesanato. Há também muitos ateliês de artistas plásticos. à noite, a animação fica por conta dos bares com mesas na calçada, apresentações artísticas e música ao vivo de altíssima qualidade.

Passear pelo Centro Histórico de Paraty é entrar em outra época, onde o caminhar é vagaroso devido às pedras "pés-de-moleque" de suas ruas. Conta a lenda que as ``sinhás`` (senhoras) da época, para evitar que os escravos olhasem para dentro das casas a través das janelas muito baixas, pediram colocar pedras irregulares (pé de moleque) no calçamento, assim eles deveriam olhar para baixo evitando caidas e tombos. A presença das águas, com a invasão das marés na lua cheia, a cultura do café e da cana, o porto e seus piratas e a maçonaria determinaram o traçado do Centro Histórico de Paraty.

As ruas foram todas dispostas do nascente para o poente e do norte para o sul. Não tem nehuma delas reta, assim, ante uma invasão dos piratas, eles nunca saberiam se tinha alguém esperando no final do percurso para defender a cidade. Todas as construções das moradias eram regulamentadas por lei, podendo pagar com multa ou prisão, quem desobedecesse as determinações. As ruas, protegidas por correntes que impedem a passagem dos carros, preservam ainda o encanto colonial, aliado a um variado comércio e a expressões culturais e artísticas muito intensas. Os carros apenas podem circular pelas vias que fazem limite com o Centro: Patitiba, Domingos G. de Abreu, Aurora e Rua Fresca.

A cidade foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira. Teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar (chegou a ter mais de 250), sendo considerada sinônimo de boa aguardente.

Fonte: www.paratyonline.com
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